quinta-feira, 21 de julho de 2011

esboço de sonho 1/04/09

Estava no ônibus subindo a Cardoso, perto de mim havia uma mulher impaciente e irritada. Discuti brevemente com ela e logo em seguida lembrei-me de perguntar seu nome. Isabel... Eu acho. Sei que a partir desse ponto ela se acalmou. Reconhecemo-nos de algum outro momento que nenhum dos dois realmente lembrou. Quando o ônibus estava próximo a Doutor Arnaldo, ela exclamou olhando para fora da janela! O asfalto estava encharcado e havia baratas grandes, do tamanho de sapatos adultos. Aos poucos surgiram lagostas pré-históricas, umas três ou mais na rua, nervosas batendo as pinças. Senti um alívio de ter pegado ônibus ao invés de ir a pé. Mas não deixei de olhar com delícia as lagostas. O ônibus virou para a direita (normalmente ele nunca vira para direita), como se estivesse indo direto para o metrô Sumaré. Seguíamos eternamente o tempo do trânsito. Foi então que apareceu um elefante branco acinzentado entre os carros, junto com outros animais de grande porte. Um morcego albino enorme parou na frente do elefante com as asas abertas. Isabel... Eu acho. Alertou-me para tomar cuidado enquanto eu andava até a porta do ônibus, pois a essa altura já havia muitos bichos voadores. Ao andar em direção a porta reparei, pela primeira vez, que o teto do veículo estava aberto. (Depois me dei conta que Isabel havia me chamado de Daniel). Eu e outra passageira apertamos o sinal e o motorista parou um pouquinho antes do ponto. Acenei em despedida. Acho que foi para o nada. Ou talvez para o ônibus inteiro. Logo que desci passei próximo a um homem que anunciava: - Jornais do mundo místico! Mas sinceramente eu queria era notícias do mundo material, e perguntei a ele num tom descontraído o que estava acontecendo, se o zoológico havia quebrado. O homem, um senhor redondo de bigodes prata, baixou os olhos cansados como se tivesse que esclarecer o óbvio a alguém que não fazia a mínima ideia do que estava falando. Informou gentilmente que uma das alas do cemitério havia quebrado. Quis voltar a dormir, mas não lembrei o caminho.

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Na melhor das hipóteses um sonhador.

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