a ponto de explodir. devo estar passando por algum período esquisito de troca de pele, casca, casa, qualquer coisa que me dê uma perspectiva renovada, revisitada, e que seja "re" por que não queria pensar que simplesmente não sei mais nada de mim...como se o novo destruisse tudo o que eu fui...claro, me apeguei a algumas ilusões de tempo...o que eu fui morreu pra dar espaço ao novo. estar vivo é um movimento irregular constante. por isso dançar é tão maravilhoso.
a ponto de explodir por que alguma coisa de fato quer sair fora dos meus limites. claro, me apeguei a pensar que posso conter o grito em limites palpáveis. Tem uma esquisitisse que não se adequa a nenhum padrão que eu conheça, e eu não consigo achar o ritmo pra dançar com esse desconhecido.
estou num período de morte, essa é a impressão mais clara e objetiva do agora, e que se aproxima com uma realidade onírica cada vez mais intensa quando fecho os olhos. o que entendo por período de morte corresponde ao que entendo por período de vida. hoje pensei que fosse morrer de sonho.
domingo, 18 de abril de 2010
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